quinta-feira, 12 de abril de 2012

EU COMIGO

Enquanto fala, existem conversas em minha mente
Enquanto fala, estou pensando no que vou responder
Enquanto fala, diálogos, por outros motivos mal arquivados em minha cabeça disputam atenção.
Enquanto fala, eu ouço som, mas não os sentidos das palavras.

E não precisa ser feio para se aborrecer com espelho,
Não precisa ser de vil, horripilante, para se tornar monstro,
Não precisa ser deslocado pra querer estar sozinho...
Ter vida não significa vive-la!
Todo o dia no pensar não sabe
Todo o dia nos pés não sabe
Eu sou forte, mas não sei
Persevero, Mas não sei...
Tão exclusivista. Egocêntrica...
Eu não quero perder meu orgulho
Eu lapido o meu pudor...
Ora! Eu não presto...
No desgaste a linguagem perde seu significado
E o alvo das palavras perde sua força.
E sonho é aquilo que não realizo,
Pois o sonho realizado deixa de ser sonho na realização...
Não precisa com um só tema
Nunca se tratou de inspirações,
Mas com aspirações nascem minhas resistências.
Eu?
Ainda lapido meu pudor...
Ora!
Eu não presto!
A sensação como se fosse a primeira vez
O meu Maximo, a mim o mínimo de escrúpulos
Eu nada, eu não...
O mínimo sem rastro
O Maximo?
Eu não sei nem espero
Eu lapido...
Eu não sei nem resolvo
Eu lapido,
Ora!
Eu lapido, eu não sei
Eu não presto, eu não sei
Eu sou forte, eu lapido!
 
Emanuelle Rocha Lima.
Nº do Registro de direitos autorais : 369.878  :  Livro 685    Folha  : 33


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